terça-feira, dezembro 30, 2003
7 minutos para descobrir as diferenças
PS reitera confiança em Paulo Pedroso
Durão reitera plena confiança no sistema judicial português
Ferro teme 2004 pior que 2003, só não o reitera porque o ano é diferente.
Tantas semelhanças e diferenças entre o Primeiro-Ministro e o líder do maior partido da oposição - se considerarmos partido da oposição todo aquele que não faça parte do governo, independentemente do exercício activo dessa oposição:
1 - Ferro "reitera confiança" em Pedroso. Durão "reitera plena confiança" na Justiça. A diferença é que Durão confia plenamente.
2 - Barroso admitirá que, como Ferro Rodrigues disse, 2003 "foi um ano péssimo". Do mesmo modo que Barroso diz que em 2004 é que haverá recuperação económica - ainda que lenta, gradual, et caetera - Rodrigues diz que em 2004 é que o PS "agirá com serenidade, determinação e coragem, como compete a um partido de oposição e de alternativa". A diferença é que Barroso, provavelmente, continuará a ser Primeiro-Ministro no final de 2004.
3 - Ferro Rodrigues lamenta que, em 2003, o Governo tenha sido "dominado pela agenda política e ideológica de um pequeno partido de direita". A diferença é que Barroso, provavelmente, lamenta que a oposição tenha sido dominada pela agenda política e ideológica de um pequeno partido de esquerda. GSC
Durão reitera plena confiança no sistema judicial português
Ferro teme 2004 pior que 2003, só não o reitera porque o ano é diferente.
Tantas semelhanças e diferenças entre o Primeiro-Ministro e o líder do maior partido da oposição - se considerarmos partido da oposição todo aquele que não faça parte do governo, independentemente do exercício activo dessa oposição:
1 - Ferro "reitera confiança" em Pedroso. Durão "reitera plena confiança" na Justiça. A diferença é que Durão confia plenamente.
2 - Barroso admitirá que, como Ferro Rodrigues disse, 2003 "foi um ano péssimo". Do mesmo modo que Barroso diz que em 2004 é que haverá recuperação económica - ainda que lenta, gradual, et caetera - Rodrigues diz que em 2004 é que o PS "agirá com serenidade, determinação e coragem, como compete a um partido de oposição e de alternativa". A diferença é que Barroso, provavelmente, continuará a ser Primeiro-Ministro no final de 2004.
3 - Ferro Rodrigues lamenta que, em 2003, o Governo tenha sido "dominado pela agenda política e ideológica de um pequeno partido de direita". A diferença é que Barroso, provavelmente, lamenta que a oposição tenha sido dominada pela agenda política e ideológica de um pequeno partido de esquerda. GSC
segunda-feira, dezembro 29, 2003
Ainda há boas notícias
"O pároco de Facha, freguesia de Ponte de Lima, foi agredido durante a missa matinal de ontem por um paroquiano que tentava sair da igreja depois de ter provocado alguns distúrbios como aplausos e palavras ofensivas. Na altura, o padre António Baptista, de idade avançada, estava a proferir o sermão da celebração eucarística das 07h00 quando um homem da mesma freguesia e que, segundo descreveu ao PÚBLICO o autarca local Joaquim Baptista, sofre de perturbações do foro psíquico, começou a fazer barulho no interior da igreja com o intuito de abandonar o local. E, na "fúria", empurrou o sacristão e o padre Joaquim, que acabou por tombar e bater com a cabeça nos aparelhos de som que estão colocados junto ao altar.
Em consequência da queda, o padre acabaria por fazer um golpe na cabeça e fazer um hematoma no nariz devido aos óculos que utiliza mas, mesmo assim, e embora ensanguentado, continuou a celebrar a missa. António Baptista foi depois encaminhado para o Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, onde foi suturado com três pontos na cabeça. Por seu lado, o homem que o agrediu foi amparado por populares ainda durante a eucaristia e encaminhado para o exterior. "O homem não terá tomado a medicação necessária e foi por isso que este episódio lamentável ocorreu", explicou o autarca local, revelando ainda que o homem foi depois encaminhado para o Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, e posteriormente transferido para uma unidade hospitalar de doenças psiquiátricas no Porto." Público de hoje, por Carla Martins.
E um gajo a pensar que tem piada...GSC
Em consequência da queda, o padre acabaria por fazer um golpe na cabeça e fazer um hematoma no nariz devido aos óculos que utiliza mas, mesmo assim, e embora ensanguentado, continuou a celebrar a missa. António Baptista foi depois encaminhado para o Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima, onde foi suturado com três pontos na cabeça. Por seu lado, o homem que o agrediu foi amparado por populares ainda durante a eucaristia e encaminhado para o exterior. "O homem não terá tomado a medicação necessária e foi por isso que este episódio lamentável ocorreu", explicou o autarca local, revelando ainda que o homem foi depois encaminhado para o Centro Hospitalar do Alto Minho, em Viana do Castelo, e posteriormente transferido para uma unidade hospitalar de doenças psiquiátricas no Porto." Público de hoje, por Carla Martins.
E um gajo a pensar que tem piada...GSC
Os Acusados
Oooooh! Pedroso não pode ser Michael Knight! Luís Jardim - júri do programa Ídolos e responsável pelo casting da nova série - ter-lhe-á dito "Não sei o que vieste aqui fazer, pá!", ao que Pedroso corajosamente retorquiu "Huuum... huuum...". Jardim, irritado por esta manifestação de força do valoroso Paulo, continuou: "És feio, gordinho e imberbe! Sabes o que é que pareces, pá?" Como o jovem Pedroso era político, sabia que se tratava de uma questão retórica e fugiu antes de ouvir a resposta.
O pequeno Paulo correu e correu e correu! E chorou e chorou e chorou! E só parou e parou e parou, no piso inferior do mesmo prédio, ao ver um letreiro que dizia: "Hoje: Casting. 15:00. Horário Nobre. Sala 2. Cuidado com a cabeça." Pedroso não ligou ao aviso e, enquanto um candidato a Estica dava a volta para resmungar com um candidato a Bucha, foi atingido pela escada que o primeiro transportava. Pedroso reagiu à pancada com a superioridade moral que se lhe conhece, gemendo "Huuum... Huuum..." e desmaiando em seguida.
Pedroso acordou atordoado, pensando que tinha sido a vítima inocente do coice de uma cabala. Mas logo se lembrou do letreiro. Olhou o relógio: 14:54! Pedroso correu e correu e correu até ao fundo do corredor, entrou na sala 2, preencheu o formulário de inscrição para o casting e viu o spot promocional do programa a que se candidatava, enquanto esperava que o chamassem:
"Os Acusados: 10 pessoas. 1 Penitenciária. Tudo por causa de 1 Casa. Quem conseguirá sair?"
Depois, seguiam-se imagens de Souto Moura e da estátua da Justiça.
"Eles vão pôr tudo a nu!" lia-se, num estampado inédito sobre a t-shirt branca de Rui Teixeira.
Acabava com imagens de arquivo dos 10 concorrentes, ao som do êxito musical YMCA.
Ao reconhecer-se nessas imagens, antes mesmo do casting, Pedroso soltou um "Huuum... Huuum..." de incontidos entusiasmo e contentamento pela sua contratação preventiva. GSC
O pequeno Paulo correu e correu e correu! E chorou e chorou e chorou! E só parou e parou e parou, no piso inferior do mesmo prédio, ao ver um letreiro que dizia: "Hoje: Casting. 15:00. Horário Nobre. Sala 2. Cuidado com a cabeça." Pedroso não ligou ao aviso e, enquanto um candidato a Estica dava a volta para resmungar com um candidato a Bucha, foi atingido pela escada que o primeiro transportava. Pedroso reagiu à pancada com a superioridade moral que se lhe conhece, gemendo "Huuum... Huuum..." e desmaiando em seguida.
Pedroso acordou atordoado, pensando que tinha sido a vítima inocente do coice de uma cabala. Mas logo se lembrou do letreiro. Olhou o relógio: 14:54! Pedroso correu e correu e correu até ao fundo do corredor, entrou na sala 2, preencheu o formulário de inscrição para o casting e viu o spot promocional do programa a que se candidatava, enquanto esperava que o chamassem:
"Os Acusados: 10 pessoas. 1 Penitenciária. Tudo por causa de 1 Casa. Quem conseguirá sair?"
Depois, seguiam-se imagens de Souto Moura e da estátua da Justiça.
"Eles vão pôr tudo a nu!" lia-se, num estampado inédito sobre a t-shirt branca de Rui Teixeira.
Acabava com imagens de arquivo dos 10 concorrentes, ao som do êxito musical YMCA.
Ao reconhecer-se nessas imagens, antes mesmo do casting, Pedroso soltou um "Huuum... Huuum..." de incontidos entusiasmo e contentamento pela sua contratação preventiva. GSC
sexta-feira, dezembro 26, 2003
O Justiceiro
Paulo Pedroso, socialista de feições estranhas, esteve hoje no DIAP, numa aparente visita de cortesia que durou duas horas.
Os mais irritadiços dirão, com ironia, "enfim, a Justiça tem destas formalidades: antes de julgar, é preciso conversar, deixar à vontade, contar umas anedotas, ou até fazer outras coisas - sempre foram duas horas - para descontrair o eventual arguido".
Mas a OFF & SINA teve acesso a informações que indicam que a visita de Paulo Pedroso ao DIAP em nada se deve ao caso Casa Pia. Na realidade, tratava-se de um casting para a série "Knight Rider II - Agora num 127", o que vem esclarecer a razão da lacónica frase que Pedroso disse à saída do DIAP:
"Estou pronto para ajudar a Justiça na descoberta da Verdade!" - trata-se, como o leitor mais atento já adivinhou, de uma fala da personagem Michael Knight, que David Hasselhoff imortalizou e Pedroso quer substituir com brio.
O casting para esta nova série tem provocado uma frenética corrida ao DIAP. Ainda hoje, Hugo Marçal tentará conseguir o papel de Devon, o avô simpático. Jorge Ritto, brevemente, tentará ser April, a bela mecânica dos anos 80. Carlos Cruz é candidato a ser o próprio KITT - que, aliás, conheceu, por alturas do 1, 2, 3.
Se nenhum dos candidatos a estrelas de TV conseguir o respectivo papel, conforme a ordem acima descrita, é de crer que todos se candidatem ao papel de Atrelado do Camião, como segunda escolha. GSC
Os mais irritadiços dirão, com ironia, "enfim, a Justiça tem destas formalidades: antes de julgar, é preciso conversar, deixar à vontade, contar umas anedotas, ou até fazer outras coisas - sempre foram duas horas - para descontrair o eventual arguido".
Mas a OFF & SINA teve acesso a informações que indicam que a visita de Paulo Pedroso ao DIAP em nada se deve ao caso Casa Pia. Na realidade, tratava-se de um casting para a série "Knight Rider II - Agora num 127", o que vem esclarecer a razão da lacónica frase que Pedroso disse à saída do DIAP:
"Estou pronto para ajudar a Justiça na descoberta da Verdade!" - trata-se, como o leitor mais atento já adivinhou, de uma fala da personagem Michael Knight, que David Hasselhoff imortalizou e Pedroso quer substituir com brio.
O casting para esta nova série tem provocado uma frenética corrida ao DIAP. Ainda hoje, Hugo Marçal tentará conseguir o papel de Devon, o avô simpático. Jorge Ritto, brevemente, tentará ser April, a bela mecânica dos anos 80. Carlos Cruz é candidato a ser o próprio KITT - que, aliás, conheceu, por alturas do 1, 2, 3.
Se nenhum dos candidatos a estrelas de TV conseguir o respectivo papel, conforme a ordem acima descrita, é de crer que todos se candidatem ao papel de Atrelado do Camião, como segunda escolha. GSC
sábado, dezembro 20, 2003
Um pequeno rolar de rodas para o Beagle, um grande espaço para a Humanidade.
Recordam-se certamente das incríveis imagens que nos foram patrocinadas pelos senhores da Nasa há coisa de dois anos atrás, quando um primeiro Rover quebrou o seu ovo e passeou durante 10 minutos nas areias marcianas.
Pois é. O sucesso terá sido tão grande (maior que o Superball, provavelmente) que resolveram apostar nelas para a programação de Natal e Ano Novo.
A verdade é que me tenho emocionado um pouco com a empresa de encher Marte com montes de lixo que já não cabe na Terra. E hoje, segundo rezam as crónicas, a Beagle 2 (da Agência Espacial Inglesa) soltou-se da nave-mãe e dirige-se a grande velocidade para atmosfera Marciana onde, no dia 25 de Dezembro, pela manhã, mostrará, pela segunda vez, as fatídicas imagens do red desert de Marte.
Ao ver aquelas pedras e aquela terra vermelha, não resisto a pensar... que bonito! Nunca vi nada assim! Como as pedras parecem melhores quando estão a mais de 5 milhões de quilómetros de distância! (Será que é alguma das pedras que eu atirei ao ar, quando era criança, e nunca mais regressou – tanto quanto me pude aperceber?)
Como não podia deixar de ser, os americanos da Nasa (Business Communications) resolveram atirar com outros dois (curiosamente um deles saiu antes do Beagle) para... fazer exactamente o mesmo.
Compreendo, o planeta é grande e todos estão à espera de encontrar homenzinhos verdes a contrastar com a atmosfera vermelha do paisagismo local...
Assim, na primeira e última semana de Janeiro teremos a repetição das mesmas impressionantes imagens e as sequências infindáveis de reproduções por computador da aterragem em suaves trambolhões que aquelas máquinas fazem.
Se não tiverem o azar de encontrar o primeiro marciano morto com uma sonda espacial nos cornos, espero que façam aquilo que lhes compete e consigam atribuir o prémio para o melhor calhau vermelho de Marte 2003/2004.
NSL
Pois é. O sucesso terá sido tão grande (maior que o Superball, provavelmente) que resolveram apostar nelas para a programação de Natal e Ano Novo.
A verdade é que me tenho emocionado um pouco com a empresa de encher Marte com montes de lixo que já não cabe na Terra. E hoje, segundo rezam as crónicas, a Beagle 2 (da Agência Espacial Inglesa) soltou-se da nave-mãe e dirige-se a grande velocidade para atmosfera Marciana onde, no dia 25 de Dezembro, pela manhã, mostrará, pela segunda vez, as fatídicas imagens do red desert de Marte.
Ao ver aquelas pedras e aquela terra vermelha, não resisto a pensar... que bonito! Nunca vi nada assim! Como as pedras parecem melhores quando estão a mais de 5 milhões de quilómetros de distância! (Será que é alguma das pedras que eu atirei ao ar, quando era criança, e nunca mais regressou – tanto quanto me pude aperceber?)
Como não podia deixar de ser, os americanos da Nasa (Business Communications) resolveram atirar com outros dois (curiosamente um deles saiu antes do Beagle) para... fazer exactamente o mesmo.
Compreendo, o planeta é grande e todos estão à espera de encontrar homenzinhos verdes a contrastar com a atmosfera vermelha do paisagismo local...
Assim, na primeira e última semana de Janeiro teremos a repetição das mesmas impressionantes imagens e as sequências infindáveis de reproduções por computador da aterragem em suaves trambolhões que aquelas máquinas fazem.
Se não tiverem o azar de encontrar o primeiro marciano morto com uma sonda espacial nos cornos, espero que façam aquilo que lhes compete e consigam atribuir o prémio para o melhor calhau vermelho de Marte 2003/2004.
NSL
sexta-feira, dezembro 19, 2003
Subjectivo: Bagdad - aliás: Nassiría
Há notícias que chocam. Que perturbam. E há notícias idiotas.
Esta pertence à última categoria:
"O Ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, viaja sábado até à cidade iraquiana de Nassiría, para visitar o contingente da GNR ali estacionado, segundo avançou a TVI."
(...)
"De acordo com a TVI, Figueiredo Lopes deverá partir na manhã de sábado para o Iraque, numa visita que está a ser preparada em segredo, por questões de segurança."
Parece estúpido noticiar uma visita que, por questões de segurança, está a ser preparada em segredo. Mas não é: há que ver que a notícia foi adiantada pela TVI. Trata-se, seguramente, de um ardil destinado a iludir a GNR em Portugal, que poderia ver nesta ocasião uma boa oportunidade para "afastar" o bravo ministro. GSC
Esta pertence à última categoria:
"O Ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, viaja sábado até à cidade iraquiana de Nassiría, para visitar o contingente da GNR ali estacionado, segundo avançou a TVI."
(...)
"De acordo com a TVI, Figueiredo Lopes deverá partir na manhã de sábado para o Iraque, numa visita que está a ser preparada em segredo, por questões de segurança."
Parece estúpido noticiar uma visita que, por questões de segurança, está a ser preparada em segredo. Mas não é: há que ver que a notícia foi adiantada pela TVI. Trata-se, seguramente, de um ardil destinado a iludir a GNR em Portugal, que poderia ver nesta ocasião uma boa oportunidade para "afastar" o bravo ministro. GSC
terça-feira, dezembro 16, 2003
Make yourself at home
Ao olharem o Público de hoje, algumas vozes ficaram logo chocadas com a possibilidade de Saddam Hussein vir a ser interrogado em condições menos civilizadas, à semelhança do que acontecera com "suspeitos dirigentes da Al-Qaeda", podendo ser "sujeito a dor e desconforto limitados".
Uma vez mais, essas vozes estavam enganadas: afinal, Saddam vai ser interrogado por amigos. E, entre amigos, não se fazem dessas coisas - não é? GSC
Uma vez mais, essas vozes estavam enganadas: afinal, Saddam vai ser interrogado por amigos. E, entre amigos, não se fazem dessas coisas - não é? GSC
Já não há notícias decentes...
Poucas coisas são de lamentar neste dia "de excelentes notícias".
A polícia continua a "espalhar" a sua presença por Bagdad e deverá estar a chegar uma nova sonda a Marte. Hummm... um mundo perfeito.
Mas, lamento algo.
E, na verdade, lamento a captura do Ex-Agente da CIA no Iraque.
Isso porque, desde que essa notícia foi para o ar (hoje em dia é mais para o cabo...), eu fiquei sem saber como estará a D. Claudina e a sua casa arruinada, o Pedro Ezequiel com uma doença rara e degenerativa. A Maria (nome oculto) que foi agredida pelo namorado tóxicodependente.
É verdade, fico triste por ver que as notícias falam mais das coisas longínquas e desinteressantes do que de assuntos importantes da nossa nação.
NSL
Os trutas, ao menos, mostraram como se fazem notícias a sério. O novo Truta Michael Moore devia ser canonizado.
A polícia continua a "espalhar" a sua presença por Bagdad e deverá estar a chegar uma nova sonda a Marte. Hummm... um mundo perfeito.
Mas, lamento algo.
E, na verdade, lamento a captura do Ex-Agente da CIA no Iraque.
Isso porque, desde que essa notícia foi para o ar (hoje em dia é mais para o cabo...), eu fiquei sem saber como estará a D. Claudina e a sua casa arruinada, o Pedro Ezequiel com uma doença rara e degenerativa. A Maria (nome oculto) que foi agredida pelo namorado tóxicodependente.
É verdade, fico triste por ver que as notícias falam mais das coisas longínquas e desinteressantes do que de assuntos importantes da nossa nação.
NSL
Os trutas, ao menos, mostraram como se fazem notícias a sério. O novo Truta Michael Moore devia ser canonizado.
segunda-feira, dezembro 15, 2003
Pagamento Especial por Camones
Após as infrutíferas manifestações contra o Pagamento Especial por Conta, os taxistas, ciosos dos seus direitos e num pleno exercício da sua cidadania, desenvolveram novos mecanismos de luta. Para fazer face à injustiça do PEC do Governo, lançaram o seu próprio PEC: o Pagamento Especial por Camones.
Este inovador imposto é aplicado do seguinte modo:
Um indivíduo não-português - logo, menos indivíduo, na lógica de um taxista - acabado de chegar a este canto da Europa, procura um táxi à saída do aeroporto. Ainda que preferisse um preto-e-verde, acaba por ser "empurrado" para o Mercedes 190D, cor beige, que está mais perto de si.
Uma vez dentro da viatura, depara com um indivíduo de boné, bigode e óculos de sol, extremamente parecido com a Maria Rueff no lugar do condutor. Com dificuldade, consegue explicar ao motorista qual o seu destino. O motorista arranca e o indivíduo não-português recosta-se no banco de trás, sorrindo ao pensar na última ocasião em que ouvira os "Modern Talking".
Chegado ao destino, o indivíduo não-português paga o dobro do que pagaria um indivíduo português - isto, perante um taxista honesto. E pronto.
Admito que possa parecer uma actuação pouco escrupulosa, numa primeira e apressada observação. Contudo, se repararmos, este inovador imposto apenas parte do princípio do utilizador-pagador, tão do agrado do actual Executivo.
Afinal, os táxis desgastam as vias por onde circulam: provocam erosão do asfalto, poluição da atmosfera e incómodo para quem ouve os seus condutores. Quando o passageiro do táxi é um português, muito bem, é dos seus impostos que sairão os montantes necessários à correcção do asfalto, aos - vários - programas de preservação ambiental em curso e aos serviços de psiquiatria dos nossos hospitais. Agora, quando esse indivíduo é não-português como é? Pois...
A ambiciosa solução encontrada pelos taxistas torna-se ainda mais nobre quando reparamos que, face à exposição pública de alguns casos de aplicação do novo Pagamento Especial por Camones, os seus órgãos associativos remetem-se a um modesto, mas significativo, silêncio em relação ao Pagamento Especial por Conta, demonstrando-se alheios a qualquer rancor. GSC
Este inovador imposto é aplicado do seguinte modo:
Um indivíduo não-português - logo, menos indivíduo, na lógica de um taxista - acabado de chegar a este canto da Europa, procura um táxi à saída do aeroporto. Ainda que preferisse um preto-e-verde, acaba por ser "empurrado" para o Mercedes 190D, cor beige, que está mais perto de si.
Uma vez dentro da viatura, depara com um indivíduo de boné, bigode e óculos de sol, extremamente parecido com a Maria Rueff no lugar do condutor. Com dificuldade, consegue explicar ao motorista qual o seu destino. O motorista arranca e o indivíduo não-português recosta-se no banco de trás, sorrindo ao pensar na última ocasião em que ouvira os "Modern Talking".
Chegado ao destino, o indivíduo não-português paga o dobro do que pagaria um indivíduo português - isto, perante um taxista honesto. E pronto.
Admito que possa parecer uma actuação pouco escrupulosa, numa primeira e apressada observação. Contudo, se repararmos, este inovador imposto apenas parte do princípio do utilizador-pagador, tão do agrado do actual Executivo.
Afinal, os táxis desgastam as vias por onde circulam: provocam erosão do asfalto, poluição da atmosfera e incómodo para quem ouve os seus condutores. Quando o passageiro do táxi é um português, muito bem, é dos seus impostos que sairão os montantes necessários à correcção do asfalto, aos - vários - programas de preservação ambiental em curso e aos serviços de psiquiatria dos nossos hospitais. Agora, quando esse indivíduo é não-português como é? Pois...
A ambiciosa solução encontrada pelos taxistas torna-se ainda mais nobre quando reparamos que, face à exposição pública de alguns casos de aplicação do novo Pagamento Especial por Camones, os seus órgãos associativos remetem-se a um modesto, mas significativo, silêncio em relação ao Pagamento Especial por Conta, demonstrando-se alheios a qualquer rancor. GSC
domingo, dezembro 14, 2003
Morais & Ferrujento - Caixilharias em alumínio
Hoje, Ferro Rodrigues, carísmático líder do Partido Socialista, desafiou Durão Barroso. Na opinião do incontestado líder socialista, Barroso tem de remodelar o Governo em 2004, sendo essa a única maneira de "pôr na ordem" um Executivo em presente estado de "bagunça".
A valorosa iniciativa do brilhante político só peca pela hora tardia em que surge, uma vez que, aparentemente, Durão Barroso já tinha decidido sobre o caso. Ainda ontem, o Ministro da Presidência, Morais Sarmento, se debruçou precisamente sobre a premente questão, num discurso em que expõe a grave realidade que afectará os ministérios deste Governo, no próximo ano.
Morais Sarmento começou por dizer que "2004 vai ser um ano decisivo" - à semelhança dos anteriores, numa saudável demonstração de coerência governativa - para imediatamente lançar a bomba: "Temos que ter um Governo na rua, ao lado das pessoas"!
Sem dar tempo para que a audiência fechasse a boca atónita, Sarmento acrescentou que "Todos nós, que assumimos responsabilidades no Governo, temos que estar na rua numa altura de mudanças." E, quando o altruísmo já parecia insuperável, o ainda Ministro da Presidência culminou dizendo: "Um Governo na rua e um Partido na rua".
A resposta ao desafio lançado por Ferro estava, assim, dada à partida: o Executivo vai demitir-se em massa. Ferro deveria, portanto, estar muito contente - a menos que, ao falar em remodelação, quisesse, apenas, contestar qualquer coisa e dizer uma coisa tão engraçada como "bagunça". GSC
A valorosa iniciativa do brilhante político só peca pela hora tardia em que surge, uma vez que, aparentemente, Durão Barroso já tinha decidido sobre o caso. Ainda ontem, o Ministro da Presidência, Morais Sarmento, se debruçou precisamente sobre a premente questão, num discurso em que expõe a grave realidade que afectará os ministérios deste Governo, no próximo ano.
Morais Sarmento começou por dizer que "2004 vai ser um ano decisivo" - à semelhança dos anteriores, numa saudável demonstração de coerência governativa - para imediatamente lançar a bomba: "Temos que ter um Governo na rua, ao lado das pessoas"!
Sem dar tempo para que a audiência fechasse a boca atónita, Sarmento acrescentou que "Todos nós, que assumimos responsabilidades no Governo, temos que estar na rua numa altura de mudanças." E, quando o altruísmo já parecia insuperável, o ainda Ministro da Presidência culminou dizendo: "Um Governo na rua e um Partido na rua".
A resposta ao desafio lançado por Ferro estava, assim, dada à partida: o Executivo vai demitir-se em massa. Ferro deveria, portanto, estar muito contente - a menos que, ao falar em remodelação, quisesse, apenas, contestar qualquer coisa e dizer uma coisa tão engraçada como "bagunça". GSC
sábado, dezembro 13, 2003
Aos nossos Pais Fundadores
(texto lido nas escolas Portasianas do Estado de Portugal, Europa, ano 2145 – idioma português – língua minoritária nesse estado)
hino da Europa; bandeira vermelha com doze estrelas em círculo a esvoaçar numa haste psicadélica
“Nós, os filhos da Europa, agradecemos aos nossos pais fundadores:
(em coro)
Aznar; Berlusconi; Blair; Burroso; Chirac; Halonen; Juncker; Klestil; Lavoie; Persson; Rasmussen; Schroeder; Stephanopoulos; Stoltenberg; Verhofstadt
Heróis da Guerra, nobres caucasianos, nação Dummocrata e racional.
Destronai, hoje de novo, os terroristas do Mal.
Entre as bombas nas esquinas, com armas cortamos-lhes a voz,
Como aos seus ignóbeis avós,
Que estão a arder na história.
(orador)
A Eles, os conquistadores da Ásia, os Dominadores das Forças Obscuras e Terroristas.
(coro)
Nos nossos eternos e perfeitos líderes
confiamos para vencer os malignos países do Mal.
Nos nossos eternos e perfeitos líderes
confiamos para impor a Dummocracia Internacional.
Que os nossos eternos e perfeitos líderes
Afastem as mentiras, bombas e etc. e tal.
(orador)
Em suas mãos os trovões nucleares da purificação!
Os trovões que limpam e purificam os inimigos da
Organização das Dummocracias Unidas:
(em coro)
ODU - A Arma dos bons e dos Deuses!
(orador)
Pela Liberdade do Universo...
(em coro) ...vamos encontrar-te: Bin Laden!”
Pois é... temo que a nossa perfeição fique ainda melhor do que já está.
Na verdade o medo tem destas coisas, primeiro estranhamos que os “gajos não morram”, começamos a dizer que “são mais do que as mães”. Depois começamos a temer pela nossa vida e agarramo-nos a quem nos proteja: a quem se iguale a nós, mas mais forte.
Tão natural quanto a sua sede.
Depois, entranha-se.
NSL
hino da Europa; bandeira vermelha com doze estrelas em círculo a esvoaçar numa haste psicadélica
“Nós, os filhos da Europa, agradecemos aos nossos pais fundadores:
(em coro)
Aznar; Berlusconi; Blair; Burroso; Chirac; Halonen; Juncker; Klestil; Lavoie; Persson; Rasmussen; Schroeder; Stephanopoulos; Stoltenberg; Verhofstadt
Heróis da Guerra, nobres caucasianos, nação Dummocrata e racional.
Destronai, hoje de novo, os terroristas do Mal.
Entre as bombas nas esquinas, com armas cortamos-lhes a voz,
Como aos seus ignóbeis avós,
Que estão a arder na história.
(orador)
A Eles, os conquistadores da Ásia, os Dominadores das Forças Obscuras e Terroristas.
(coro)
Nos nossos eternos e perfeitos líderes
confiamos para vencer os malignos países do Mal.
Nos nossos eternos e perfeitos líderes
confiamos para impor a Dummocracia Internacional.
Que os nossos eternos e perfeitos líderes
Afastem as mentiras, bombas e etc. e tal.
(orador)
Em suas mãos os trovões nucleares da purificação!
Os trovões que limpam e purificam os inimigos da
Organização das Dummocracias Unidas:
(em coro)
ODU - A Arma dos bons e dos Deuses!
(orador)
Pela Liberdade do Universo...
(em coro) ...vamos encontrar-te: Bin Laden!”
Pois é... temo que a nossa perfeição fique ainda melhor do que já está.
Na verdade o medo tem destas coisas, primeiro estranhamos que os “gajos não morram”, começamos a dizer que “são mais do que as mães”. Depois começamos a temer pela nossa vida e agarramo-nos a quem nos proteja: a quem se iguale a nós, mas mais forte.
Tão natural quanto a sua sede.
Depois, entranha-se.
NSL
sexta-feira, dezembro 12, 2003
A Bela e o Mosto
A União Europeia é linda. A Europa é boa, extraordinária - como já tive oportunidade de referir. Os líderes europeus não são como aquele que não sabe falar e que é motivo de paródia em todo o mundo. Pelo contrário, os líderes europeus são iluminados. Não obstante, como quaisquer bons líderes, os senhores Europa sabem que o povo gosta de se divertir e, como gostam de beber o seu copo, por vezes encenam pérolas deste calibre:
Como vemos no texto do Público, Chirac e Schroeder responsabilizarão a Espanha e a Polónia por um eventual fracasso da eventual Constituição. Agora, repare-se na ostra:
"Não consigo sequer imaginar que um ou dois países possam bloquear o progresso que todos os outros querem fazer" disse Chirac. Para imediatamente exibir a pérola:
"O chanceler e eu não aceitaremos um acordo a qualquer preço nem em quaisquer condições. Queremos um acordo que reflicta a nossa ideia da Europa do futuro".
É lindo. GSC
Como vemos no texto do Público, Chirac e Schroeder responsabilizarão a Espanha e a Polónia por um eventual fracasso da eventual Constituição. Agora, repare-se na ostra:
"Não consigo sequer imaginar que um ou dois países possam bloquear o progresso que todos os outros querem fazer" disse Chirac. Para imediatamente exibir a pérola:
"O chanceler e eu não aceitaremos um acordo a qualquer preço nem em quaisquer condições. Queremos um acordo que reflicta a nossa ideia da Europa do futuro".
É lindo. GSC
O problema da reconstrução
Como sabemos, os norte-americanos são maus, o pior que há no mundo. Os europeus, por outro lado, são bons, extraordinários. Toda a gente sabe isto. É incontestável. Mas, caso haja, ainda, quaisquer dúvidas sobre esta natural distribuição do bem e do mal que há no mundo, os seguintes factos facilmente as dissiparão.
1º - George W. Bush tem cornos a ornarem-lhe a testa e um tridente afiado na mão direita. Tem cauda com uma setinha na ponta e cascos - ainda que Nike - no lugar dos pés. Ora, um indivíduo com estas características não pode ser boa rês.
2º - A par de Bush, temos Tony Blair - que, como sabemos, é norte-americano. Blair pode não parecer norte-americano se atentarmos no seu sotaque, característico de outras paragens. Contudo, os bem-informados sabem que esse estranho sotaque resulta, apenas, de um problema de dicção - um tipo de problema que afecta, também, George Bush, o que só vem provar a partilha de nacionalidade.
Além disso, Blair é frequentemente visto agarrado à cauda de George W., seguindo-o, divertido, para todo o lado. Ultimamente, tem discursado em conferências de imprensa empunhando um pequeno garfo com a mão direita.
3º - Bush e Blair invadiram o Iraque, contrariando as hordas angélicas das Nações Unidas, num claro desrespeito a tudo o que é bom, belo e civilizado. Foram exemplarmente punidos com dois puxões de orelhas.
4º - A Europa - que, como sabemos, é composta por dois países - repudiou a iniciativa hedionda, afastando-se publicamente de toda a porcaria levantada pelos norte-americanos - Bush e Blair - de mão esquerda a tapar o nariz.
5º - Nós, portugueses, cidadãos do 3º mundo - imediatamente atrás da Europa e da América, mas sem perspectivas de uma subida de posição - há muito que desconfiávamos dos norte-americanos. Os seus nomes tinham algo de estranho, que a princípio não detectámos, mas que agora é claro. Repare-se: Bush e Blair - as iniciais são semelhantes e formam BB, o que, em inglês, não dá para Brigitte Bardot, mas sim para...(rufar do tambor)... BIBI!!! (longo "ooooooooooh" do estimável público)
Contudo, o nosso enorme Governo, na sua infinita sabedoria, apoiou a vil iniciativa promovida pelos querubins das trevas. Para quê?
6º - Para poder, agora, contribuir para esse milagre religioso que será a reconstrução do Iraque, no sentido do bom, belo e civilizado! E a Europa?
7º - É certo que a Europa daria um belo contributo a esta causa, se fosse convidada. No entanto, a Europa - os tais dois países - não vai poder ajudar. Os tiranos vilões norte-americanos não permitem que a Europa brinque aos Legos. E como reage a Europa?
8º - A Europa reage com a dignidade habitual, realçando que a prepotência norte-americana "vai contra o espírito de olharmos juntos para o futuro e não para o passado", como disse - e bem - o Governo alemão. A Rússia, por outro lado, vem dizer que não perdoará a dívida iraquiana, alegando que não se trata de um país pobre - o que é a mais pura verdade, sobretudo se repararmos no elevado nível de vida da maioria da população.
9º - Numa condenável contra-ofensiva, os norte-americanos libertaram um corvo-correio, de seu nome James Baker, para que este apele junto dos países credores do Iraque, no sentido de conseguir uma redução das dívidas iraquianas. A sua missão será justamente dificultada pela Europa e os seus valentes amigos, que deverão fincar o pé à redução, em nome da dignidade, elevação de princípios e consciência cultural que sempre nortearam a sua actuação.
10º - Como Kofi Annan disse - e muito bem - na sua passagem pela gloriosa Berlim, "é altura de reconstruir o consenso internacional" - leia-se: é altura de a Europa e os seus valentes amigos somarem à simpatia da opinião pública e dos iluminados canhotos, a boa fortuna das suas empresas e dos seus cofres. Até porque, como disse Schroeder, "a reconstrução do Iraque é um dever de todos"... GSC
1º - George W. Bush tem cornos a ornarem-lhe a testa e um tridente afiado na mão direita. Tem cauda com uma setinha na ponta e cascos - ainda que Nike - no lugar dos pés. Ora, um indivíduo com estas características não pode ser boa rês.
2º - A par de Bush, temos Tony Blair - que, como sabemos, é norte-americano. Blair pode não parecer norte-americano se atentarmos no seu sotaque, característico de outras paragens. Contudo, os bem-informados sabem que esse estranho sotaque resulta, apenas, de um problema de dicção - um tipo de problema que afecta, também, George Bush, o que só vem provar a partilha de nacionalidade.
Além disso, Blair é frequentemente visto agarrado à cauda de George W., seguindo-o, divertido, para todo o lado. Ultimamente, tem discursado em conferências de imprensa empunhando um pequeno garfo com a mão direita.
3º - Bush e Blair invadiram o Iraque, contrariando as hordas angélicas das Nações Unidas, num claro desrespeito a tudo o que é bom, belo e civilizado. Foram exemplarmente punidos com dois puxões de orelhas.
4º - A Europa - que, como sabemos, é composta por dois países - repudiou a iniciativa hedionda, afastando-se publicamente de toda a porcaria levantada pelos norte-americanos - Bush e Blair - de mão esquerda a tapar o nariz.
5º - Nós, portugueses, cidadãos do 3º mundo - imediatamente atrás da Europa e da América, mas sem perspectivas de uma subida de posição - há muito que desconfiávamos dos norte-americanos. Os seus nomes tinham algo de estranho, que a princípio não detectámos, mas que agora é claro. Repare-se: Bush e Blair - as iniciais são semelhantes e formam BB, o que, em inglês, não dá para Brigitte Bardot, mas sim para...(rufar do tambor)... BIBI!!! (longo "ooooooooooh" do estimável público)
Contudo, o nosso enorme Governo, na sua infinita sabedoria, apoiou a vil iniciativa promovida pelos querubins das trevas. Para quê?
6º - Para poder, agora, contribuir para esse milagre religioso que será a reconstrução do Iraque, no sentido do bom, belo e civilizado! E a Europa?
7º - É certo que a Europa daria um belo contributo a esta causa, se fosse convidada. No entanto, a Europa - os tais dois países - não vai poder ajudar. Os tiranos vilões norte-americanos não permitem que a Europa brinque aos Legos. E como reage a Europa?
8º - A Europa reage com a dignidade habitual, realçando que a prepotência norte-americana "vai contra o espírito de olharmos juntos para o futuro e não para o passado", como disse - e bem - o Governo alemão. A Rússia, por outro lado, vem dizer que não perdoará a dívida iraquiana, alegando que não se trata de um país pobre - o que é a mais pura verdade, sobretudo se repararmos no elevado nível de vida da maioria da população.
9º - Numa condenável contra-ofensiva, os norte-americanos libertaram um corvo-correio, de seu nome James Baker, para que este apele junto dos países credores do Iraque, no sentido de conseguir uma redução das dívidas iraquianas. A sua missão será justamente dificultada pela Europa e os seus valentes amigos, que deverão fincar o pé à redução, em nome da dignidade, elevação de princípios e consciência cultural que sempre nortearam a sua actuação.
10º - Como Kofi Annan disse - e muito bem - na sua passagem pela gloriosa Berlim, "é altura de reconstruir o consenso internacional" - leia-se: é altura de a Europa e os seus valentes amigos somarem à simpatia da opinião pública e dos iluminados canhotos, a boa fortuna das suas empresas e dos seus cofres. Até porque, como disse Schroeder, "a reconstrução do Iraque é um dever de todos"... GSC
sábado, dezembro 06, 2003
Dois minutos da vossa atenção
Tudo neste universo tem o tempo contado, já se sabe.
10 minutos para o café; uma hora para almoço; 35 minutos para chegar ao emprego; dois meses até às férias; 10 anos de prisão; 120Km por hora; 80 anos para morrer (2 meses se tiveres cancro terminal); 7 horas de sono; 3 horas até o sol se pôr; 5200 anos após os faraós; 32 batidas por minutos; 2.500.000.000 anos até o sol rebentar; 15 soldados americanos mortos por semana; 45 segundos até aquecer o leite; 100 metros em 9.25 segundos.
Por isso, não se inquietem, este país tem os dias contados, com ou sem chernes, connosco ou sem.
Não, não pretendo entristecer algum distraído que porventura estivesse abstraído do tempo que falta para, qualquer coisa... Pelo contrário.
Venho apenas dizer que todos os soldados americanos que estão na América irão morrer – é uma promessa que vos faço – assim como todos os terroristas, motoristas de camionetas, táxis e petroleiros.
Com sorte, virá alguém dentro de milénios afirmar que os Israelossáurios eram predadores dos Palestinossáurios, e que havia um humanossáurio patético na ponta sudoeste da Eurásia que se escondia em estádios e dizia aos filhos que era o melhor do mundo.
Quem sabe se um de nós não irá acabar dentro de um frasco de formol, ou qualquer outro produto entretanto inventado, e passar a ser peça de exibição num espaço que abre das 9 às 17, excepto à segundo-feira, porque todos temos que ter tempo para descansar.
NSL
10 minutos para o café; uma hora para almoço; 35 minutos para chegar ao emprego; dois meses até às férias; 10 anos de prisão; 120Km por hora; 80 anos para morrer (2 meses se tiveres cancro terminal); 7 horas de sono; 3 horas até o sol se pôr; 5200 anos após os faraós; 32 batidas por minutos; 2.500.000.000 anos até o sol rebentar; 15 soldados americanos mortos por semana; 45 segundos até aquecer o leite; 100 metros em 9.25 segundos.
Por isso, não se inquietem, este país tem os dias contados, com ou sem chernes, connosco ou sem.
Não, não pretendo entristecer algum distraído que porventura estivesse abstraído do tempo que falta para, qualquer coisa... Pelo contrário.
Venho apenas dizer que todos os soldados americanos que estão na América irão morrer – é uma promessa que vos faço – assim como todos os terroristas, motoristas de camionetas, táxis e petroleiros.
Com sorte, virá alguém dentro de milénios afirmar que os Israelossáurios eram predadores dos Palestinossáurios, e que havia um humanossáurio patético na ponta sudoeste da Eurásia que se escondia em estádios e dizia aos filhos que era o melhor do mundo.
Quem sabe se um de nós não irá acabar dentro de um frasco de formol, ou qualquer outro produto entretanto inventado, e passar a ser peça de exibição num espaço que abre das 9 às 17, excepto à segundo-feira, porque todos temos que ter tempo para descansar.
NSL
Bola do tamanho do mundo
Hoje quero apenas partilhar a belíssima informação que sorvi da leitura da entrevista que abre a 'Grande Reportagem' desta semana. Uma página inteirinha, made by Joel Neto.
Lafaiete Machado - "planta relvados desde 1987" - responde sobre "as estreias desastrosas de alguns pisos do Euro 2004". Explica Lafaiete M. que os relvados sinistrados foram utilizados antes do tempo e diz que todos padecem da "falta de luz directa do 'Sol'. Mas o entendido refere também que o 'Alvalade XXI' sofre, especificamente, de pitium, "um fungo que existe quase sempre num relvado novo".
Lafaiete Machado acha que a combinação "de relva sintética com relva natural, como fez o Sporting, não é uma boa solução" para resolver as maleitas dos tapetes. E L. M. chega a criticar o clube por "matar milhões de seres vivos, sem necessidade, ao substituir o primeiro relvado". Ena!
Ao fim de evocar, mais ou menos neste contexto, que pisos sintéticos apresentam um maior risco de lesão, como a que 'apanhou' Hugo, deixa um aviso final: "Um atleta que passa a vida nesses campos, ao fim de dez ou onze anos, fica sem músculos nas nádegas".
Eu, pouco dado a futebóis, pasmei com o meu desconhecimento. Gozei à brava com a entrevista, confesso, até saber da real representatividade do tema junto da sociedade portuguesa. Ignoro, juro, quem é esse Hugo, e nem reparei se o caso mereceu ou não parangonas na imprensa. Mas descobri, na grande rede mundial, informação relacionada. Foi no relvado.com . Concluí que, afinal, o país sentiu em força a lesão de um tipo qualquer, jogador da bola no Sporting; e que até lhe endereçou mensagens de apoio.
A febre futebolística é algo que desconsidero. No entanto, admiro o facto de ser a disciplina mais facilmente integrável na caixa de conhecimentos mundiais do cidadão, comum e menos comum. HB
Lafaiete Machado - "planta relvados desde 1987" - responde sobre "as estreias desastrosas de alguns pisos do Euro 2004". Explica Lafaiete M. que os relvados sinistrados foram utilizados antes do tempo e diz que todos padecem da "falta de luz directa do 'Sol'. Mas o entendido refere também que o 'Alvalade XXI' sofre, especificamente, de pitium, "um fungo que existe quase sempre num relvado novo".
Lafaiete Machado acha que a combinação "de relva sintética com relva natural, como fez o Sporting, não é uma boa solução" para resolver as maleitas dos tapetes. E L. M. chega a criticar o clube por "matar milhões de seres vivos, sem necessidade, ao substituir o primeiro relvado". Ena!
Ao fim de evocar, mais ou menos neste contexto, que pisos sintéticos apresentam um maior risco de lesão, como a que 'apanhou' Hugo, deixa um aviso final: "Um atleta que passa a vida nesses campos, ao fim de dez ou onze anos, fica sem músculos nas nádegas".
Eu, pouco dado a futebóis, pasmei com o meu desconhecimento. Gozei à brava com a entrevista, confesso, até saber da real representatividade do tema junto da sociedade portuguesa. Ignoro, juro, quem é esse Hugo, e nem reparei se o caso mereceu ou não parangonas na imprensa. Mas descobri, na grande rede mundial, informação relacionada. Foi no relvado.com . Concluí que, afinal, o país sentiu em força a lesão de um tipo qualquer, jogador da bola no Sporting; e que até lhe endereçou mensagens de apoio.
A febre futebolística é algo que desconsidero. No entanto, admiro o facto de ser a disciplina mais facilmente integrável na caixa de conhecimentos mundiais do cidadão, comum e menos comum. HB
quarta-feira, dezembro 03, 2003
Pato sentando
Domingo, dia 30 de Novembro, o Público falava-nos da má-sorte dos valorosos agentes da PSP. Falava-nos - com visível emoção e sentida dor - do modo vil e rasteiro como os valorosos pacificadores são tratados, nas ruas. "Oficiais de Polícia temem Euro 2004"! "Há agentes policiais espancados, apedrejados, esfaqueados e mesmo atropelados"! E nós ficámos chocados. Eu, pessoalmente, cheguei a escrever seriamente sobre isso, no dia seguinte, neste espaço! Para, hoje de manhã, com um ar estúpido de desilusão no focinho, constatar que fui iludido - tudo não passou de uma reles trapaça, aparentemente.
Reparem:
Hoje, no mesmo Público, vemos que uma nova lei revolucionará a utilização de armas. Essa lei prevê que o portador de arma seja treinado, sujeito a testes de aptidão e acompanhado periodicamente, para garantir que este usa a sua arma bem e para o bem. Isto, teoricamente, claro está.
Na realidade, o que aconteceu foi o seguinte: para responder às queixas da PSP, muito bem, houve que anuir e dar-lhes os brinquedos – bastões eléctricos e gás pimenta. No entanto, o povo sindicalista não quer perder as regalias até agora arduamente alcançadas! Espancar o polícia é um direito do português! Vai daí, o Ministério da Administração Interna, cheio de fervor socialista, faz a vontade ao povo.
O problema é que o que parece ser um treino – justificado - para um bom uso arma, pode ter consequências terríveis. Se, com as armas do costume e numa postura de "agressor amador", o cidadão já espanca e esfola polícia, nem quero imaginar como será no futuro. GSC
Reparem:
Hoje, no mesmo Público, vemos que uma nova lei revolucionará a utilização de armas. Essa lei prevê que o portador de arma seja treinado, sujeito a testes de aptidão e acompanhado periodicamente, para garantir que este usa a sua arma bem e para o bem. Isto, teoricamente, claro está.
Na realidade, o que aconteceu foi o seguinte: para responder às queixas da PSP, muito bem, houve que anuir e dar-lhes os brinquedos – bastões eléctricos e gás pimenta. No entanto, o povo sindicalista não quer perder as regalias até agora arduamente alcançadas! Espancar o polícia é um direito do português! Vai daí, o Ministério da Administração Interna, cheio de fervor socialista, faz a vontade ao povo.
O problema é que o que parece ser um treino – justificado - para um bom uso arma, pode ter consequências terríveis. Se, com as armas do costume e numa postura de "agressor amador", o cidadão já espanca e esfola polícia, nem quero imaginar como será no futuro. GSC
Pinky in the Brain
Montou-se uma grande operação para engaiolar o número dois de Saddam, ao que parece. Contudo, a mesma foi infrutífera. Ainda assim, "fontes militares terão admitido que a operação foi um êxito", pois "foram detidos mais de meia centena de presumíveis insurgentes". Trata-se, até aqui, de um caso naturalmente engraçado.
Agora, explorando a questão, desenvolvendo-lhe o humor: Ezzat Ibrahim é reconhecido não só como "número dois", mas também como "cérebro da resistência". Ora, a resistência tem funcionado mais do que Washington estaria à espera. Logo, Ezzat Ibrahim terá um cérebro maior do que se pensava. Então, como é que, com tanta tecnologia à disposição, não encontram tão visível colosso? Ironicamente, pelo mesmo motivo que, numa situação inversa, os "cérebros da ocupação" estariam eternamente salvaguardados, numa busca a olho nu. GSC
Agora, explorando a questão, desenvolvendo-lhe o humor: Ezzat Ibrahim é reconhecido não só como "número dois", mas também como "cérebro da resistência". Ora, a resistência tem funcionado mais do que Washington estaria à espera. Logo, Ezzat Ibrahim terá um cérebro maior do que se pensava. Então, como é que, com tanta tecnologia à disposição, não encontram tão visível colosso? Ironicamente, pelo mesmo motivo que, numa situação inversa, os "cérebros da ocupação" estariam eternamente salvaguardados, numa busca a olho nu. GSC
Pós e Contas
Minh’alma pasma de tanta absurdez...
Contrariamente aos pressupostos pelos quais me rejo, resolvi ontem dedicar-me à prática de “espiolhagem” televisiva (por breves e desonrosos minutos), onde pasmei ao observar tamanha estupidez e argumentação desperdiçada.
Falo, claro está, do “P(r)ós e Cont(r)as”, o programa de um canal nacional onde pressupõem possível uma dialéctica argumentativa de modo a atingir uma qualquer ideia de verdade sintética. Erro crasso.
O tema de ontem (que me levou a ter ligeira atenção durante 8 a 9 minutos) versava acerca do Terrorismo Islâmico – tema que me interessa por motivos blogais.
Após o esgrimir de argumentos de contrariedade entre as duas facções (pseudo-maniqueístas), reparei que nenhuma delas se dava conta do ridículo de toda aquela questão perante as suas insignificantes figuras. Trata-se de um programa que versa mais sobre os medos de cada um de nós, polvilhado de ideias feitas lidas algures na Internetosfera, e que serve como arma de significância política e/ou egocêntrica dos seus intervenientes.
Como poderemos ouvir pessoas que nada têm a ver com esta questão a argumentar coisas como: “deveria ter sido feito um ataque cirúrgico”, ou “é obrigatório acabar com toda aquela educação das Madrassas” ou “o problema é o fundamentalismo islâmico”, etc, etc, etc.
Pergunto somente o que sabem eles sobre islamismo ou fundamentalismo islâmico para poderem arvorar tais comentários? Saberão quais são os seus pressupostos básicos? Conhecem os seus padrões culturais? Até que ponto? Algum daqueles senhores saberá porventura falar árabe? Conhecem alguém dentro da Casa Branca? Têm casa com piscina perto de Bagdad? Terão alguma vez entrado e assistido a alguma cerimónia muçulmana? Sabe a diferença entre Sunitas e Xiitas? Sabem para que serviram as Madrassas que tão prontamente desejam destruir (ou acham que todas elas são escolas de mini-terroristas como algum ignorante terá, sem querer, dito).
Pouco falta para dizerem que a culpa é das roupas largas que escondem armas ou da língua estranha: que faz com que possam combinar novos atentados. Quererão eles transformar todo o mundo à sua imagem e semelhança (a única que nos oferece a segurança do reconhecimento visual).
Meus senhores, por suas bocas saem os vossos preconceitos, a vossa ignorância, o vosso medo pelo desconhecido. Pior, sai a insensatez de nem sequer reconhecerem que as vossas palavras (como as palavras de qualquer português ou habitante de um país não envolvido directamente na Guerra) nada interessam para o rumo das coisas.
Não nos tentem convencer que o árbitro roubou um penalti neste jogo que só vêem pela televisão.
NSL
Contrariamente aos pressupostos pelos quais me rejo, resolvi ontem dedicar-me à prática de “espiolhagem” televisiva (por breves e desonrosos minutos), onde pasmei ao observar tamanha estupidez e argumentação desperdiçada.
Falo, claro está, do “P(r)ós e Cont(r)as”, o programa de um canal nacional onde pressupõem possível uma dialéctica argumentativa de modo a atingir uma qualquer ideia de verdade sintética. Erro crasso.
O tema de ontem (que me levou a ter ligeira atenção durante 8 a 9 minutos) versava acerca do Terrorismo Islâmico – tema que me interessa por motivos blogais.
Após o esgrimir de argumentos de contrariedade entre as duas facções (pseudo-maniqueístas), reparei que nenhuma delas se dava conta do ridículo de toda aquela questão perante as suas insignificantes figuras. Trata-se de um programa que versa mais sobre os medos de cada um de nós, polvilhado de ideias feitas lidas algures na Internetosfera, e que serve como arma de significância política e/ou egocêntrica dos seus intervenientes.
Como poderemos ouvir pessoas que nada têm a ver com esta questão a argumentar coisas como: “deveria ter sido feito um ataque cirúrgico”, ou “é obrigatório acabar com toda aquela educação das Madrassas” ou “o problema é o fundamentalismo islâmico”, etc, etc, etc.
Pergunto somente o que sabem eles sobre islamismo ou fundamentalismo islâmico para poderem arvorar tais comentários? Saberão quais são os seus pressupostos básicos? Conhecem os seus padrões culturais? Até que ponto? Algum daqueles senhores saberá porventura falar árabe? Conhecem alguém dentro da Casa Branca? Têm casa com piscina perto de Bagdad? Terão alguma vez entrado e assistido a alguma cerimónia muçulmana? Sabe a diferença entre Sunitas e Xiitas? Sabem para que serviram as Madrassas que tão prontamente desejam destruir (ou acham que todas elas são escolas de mini-terroristas como algum ignorante terá, sem querer, dito).
Pouco falta para dizerem que a culpa é das roupas largas que escondem armas ou da língua estranha: que faz com que possam combinar novos atentados. Quererão eles transformar todo o mundo à sua imagem e semelhança (a única que nos oferece a segurança do reconhecimento visual).
Meus senhores, por suas bocas saem os vossos preconceitos, a vossa ignorância, o vosso medo pelo desconhecido. Pior, sai a insensatez de nem sequer reconhecerem que as vossas palavras (como as palavras de qualquer português ou habitante de um país não envolvido directamente na Guerra) nada interessam para o rumo das coisas.
Não nos tentem convencer que o árbitro roubou um penalti neste jogo que só vêem pela televisão.
NSL
terça-feira, dezembro 02, 2003
Sensação de bem-estar
"PCP de Braga expulsa renovador". É triste. Mas tem piada: aparentemente, os comunistas não suportam os seus "sindicalistas" internos. Por outro lado, é pena: um movimento renovador seria necessário para todo o país - para o PCP parece já ser tarde de mais - e a prova aqui está: há já muitos anos que a Renova limpa a merda que fazemos, com a suavidade e eficiência que lhe conhecemos, numa aplicação óptima. Por isso, continuo à espera de uma geração de políticos em rolo. Mas que não limpem o rabo a meninos. GSC
MAR EGEU (Manifesto da Associação que Recusa a Euro-Globalização desta Europa Unificada)
Alturas houve em que me senti tentado a criticar o nosso incriticável país.
Foi uma altura perversa em que a vergonha me levava a tapar a cara com um xaile negro e em que, compulsivamente, virava a fotografia de Sua Vileza o Hábil Ministro da Defesa, Paulo Portas, de encontro à idílica imagem de Sua Senhora – ou seja, de costas para mim.
Portugal falhava ao tentar recuperar as voltas de atraso que levamos da Europa, sempre por falta de habilidade ao volante ou estreiteza dos mecânicos do carro...
Mas hoje, acredito ter estado bastante enganado. Patriotas, desculpem os meus erráticos Scuds.
Na verdade, Portugal sofre uma luta encarniçada entre os seus mais intrínsecos valores civilizacionais e a global homogeneização de valores e índices – seremos, assim, o único país que ainda respeita alguns dos princípios pelos quais foi formado e recusa a Euro-Globalização (EG).
Senão vejamos:
- Como poderemos valorizar a nossa peculiaridade europeia se insistimos em nos aproximar dos absurdos salários praticados na Europa?
- Que faremos então da latina corrupção, das brancas donas agiotas que esmolam em frente aos mercados municipais?, tão características nas fotografias a preto-e-branco dos ingleses.
- Aceitaremos como facto consumado uma comparação, sempre tão presente, com a nossa arqui-rival Espanha?, nós que tudo fizemos para nos distinguir de tão distante império?
- Será de bom grado que perderemos o nosso estatuto de imigrantes de qualidade em países como a França e a Alemanha, passando de “comunidade portuguesa” para a "comunidade de hábeis e produtivos trabalhadores comunitários" da França e da Alemanha?
Não ao apagar dos traços da História! Da unha do mindinho comprida! Do bigode nas mulheres do campo! Recusem os cabelos pintados de louro que transformam portuguesas em charolesas.
Não! Repito: Não!
Recuso terminantemente a viver no país n.º 15 da Av. da Comunidade! – aquele onde o correio com a mísera pensão de reforma chega sempre atrasado e que se vê na triste posição de berrar e bater na mulher sem deixar os restantes vizinhos dormir sossegados! Nós, os maus vizinhos que passamos sempre a “abrir” nos nossos Toyotas Corolla quase atropelando as louras e pacatas criancinhas nórdicas que desenham Euros na neve...
Como antes, julgo melhor virar as costas Espanha e olhar o mar (se quiserem jogar ao “jogo das matrículas” com os petroleiros velhos e navios de transporte de resíduos químicos e nucleares, aproveitem)!
Tenhamos vergonha... já que não pagamos condomínio, também não vale a pena ir às reuniões.
Estrasburgo, 2003-12-02.
NSL
Foi uma altura perversa em que a vergonha me levava a tapar a cara com um xaile negro e em que, compulsivamente, virava a fotografia de Sua Vileza o Hábil Ministro da Defesa, Paulo Portas, de encontro à idílica imagem de Sua Senhora – ou seja, de costas para mim.
Portugal falhava ao tentar recuperar as voltas de atraso que levamos da Europa, sempre por falta de habilidade ao volante ou estreiteza dos mecânicos do carro...
Mas hoje, acredito ter estado bastante enganado. Patriotas, desculpem os meus erráticos Scuds.
Na verdade, Portugal sofre uma luta encarniçada entre os seus mais intrínsecos valores civilizacionais e a global homogeneização de valores e índices – seremos, assim, o único país que ainda respeita alguns dos princípios pelos quais foi formado e recusa a Euro-Globalização (EG).
Senão vejamos:
- Como poderemos valorizar a nossa peculiaridade europeia se insistimos em nos aproximar dos absurdos salários praticados na Europa?
- Que faremos então da latina corrupção, das brancas donas agiotas que esmolam em frente aos mercados municipais?, tão características nas fotografias a preto-e-branco dos ingleses.
- Aceitaremos como facto consumado uma comparação, sempre tão presente, com a nossa arqui-rival Espanha?, nós que tudo fizemos para nos distinguir de tão distante império?
- Será de bom grado que perderemos o nosso estatuto de imigrantes de qualidade em países como a França e a Alemanha, passando de “comunidade portuguesa” para a "comunidade de hábeis e produtivos trabalhadores comunitários" da França e da Alemanha?
Não ao apagar dos traços da História! Da unha do mindinho comprida! Do bigode nas mulheres do campo! Recusem os cabelos pintados de louro que transformam portuguesas em charolesas.
Não! Repito: Não!
Recuso terminantemente a viver no país n.º 15 da Av. da Comunidade! – aquele onde o correio com a mísera pensão de reforma chega sempre atrasado e que se vê na triste posição de berrar e bater na mulher sem deixar os restantes vizinhos dormir sossegados! Nós, os maus vizinhos que passamos sempre a “abrir” nos nossos Toyotas Corolla quase atropelando as louras e pacatas criancinhas nórdicas que desenham Euros na neve...
Como antes, julgo melhor virar as costas Espanha e olhar o mar (se quiserem jogar ao “jogo das matrículas” com os petroleiros velhos e navios de transporte de resíduos químicos e nucleares, aproveitem)!
Tenhamos vergonha... já que não pagamos condomínio, também não vale a pena ir às reuniões.
Estrasburgo, 2003-12-02.
NSL
segunda-feira, dezembro 01, 2003
Perseguição Láctea!
Suspeito estar a ser, desde os meus 16, o alvo preferencial de uma equipa de elite criada para me eliminar. A mim e a outros tantos que entraram em 2000 d.c. já fora do fervor dos 20 anos.
Constituída por um número indeterminado de elementos, só se lhe conhece o patamar directivo. No topo da pirâmide ei-la: a nossa ministra das finanças, M. F. Leite, ex-mandona da educação há uns tempos atrás.
A geração que integro, em boa porção criada a ver o '1, 2, 3' do Carlos Cruz, não pode dizer que desconhece a Manuela. A maior parte de nós chamou-lhe o que há de pior, e bem alto; estávamos no ano louco em que foram introduzidas as provas globais nacionais. O ano em que M. F. Leite nos tramou pela primeira vez.
Quem gritou contra ela, olhos nos olhos (ehehe), durante as visitas que então fez às escolas, não está certamente arrependido. Porque hoje é mais difícil: não fica bem, a fulanos da 'nossa' idade, brandir cartazes de protesto fazendo várias combinações com a expressão 'leite derramado'.
Parece vingança. O 'people' dos protestos, que entretanto cresceu e, na sua maioria, é já um conjunto de elementos úteis à sociedade, começou recentemente a lidar com os impostos, com os créditos para a casa e o carro, com os subsídios de doença, etc.. E - que grande 'coincidência' - a pasta governamental das finanças foi entregue à Manuela Ferreira Leite: a mesma contra a qual nos insurgimos... pronta a uma violenta retaliação, disposta a usar meios extraordinários para fazer os estudantes de então baixarem a crista definitivamente.
Mas ainda bem que M.F.L. manteve a sua 'queda' para a educação. Recentemente disse que não está disposta a desviar-se 'um milímetro' da política financeira que tem vindo a orquestrar. E que não admite receber "lições de política orçamental de ninguém".
Ora, só a alusão às ‘lições’ dá para ver que há um hiato, ainda que perene, entre a professora Leite e a economista Manela. Que só está nas finanças com o XV Governo Constitucional para fazer a vida negra a nós, que lhe chamámos tudo o que é nome feio. HB
Constituída por um número indeterminado de elementos, só se lhe conhece o patamar directivo. No topo da pirâmide ei-la: a nossa ministra das finanças, M. F. Leite, ex-mandona da educação há uns tempos atrás.
A geração que integro, em boa porção criada a ver o '1, 2, 3' do Carlos Cruz, não pode dizer que desconhece a Manuela. A maior parte de nós chamou-lhe o que há de pior, e bem alto; estávamos no ano louco em que foram introduzidas as provas globais nacionais. O ano em que M. F. Leite nos tramou pela primeira vez.
Quem gritou contra ela, olhos nos olhos (ehehe), durante as visitas que então fez às escolas, não está certamente arrependido. Porque hoje é mais difícil: não fica bem, a fulanos da 'nossa' idade, brandir cartazes de protesto fazendo várias combinações com a expressão 'leite derramado'.
Parece vingança. O 'people' dos protestos, que entretanto cresceu e, na sua maioria, é já um conjunto de elementos úteis à sociedade, começou recentemente a lidar com os impostos, com os créditos para a casa e o carro, com os subsídios de doença, etc.. E - que grande 'coincidência' - a pasta governamental das finanças foi entregue à Manuela Ferreira Leite: a mesma contra a qual nos insurgimos... pronta a uma violenta retaliação, disposta a usar meios extraordinários para fazer os estudantes de então baixarem a crista definitivamente.
Mas ainda bem que M.F.L. manteve a sua 'queda' para a educação. Recentemente disse que não está disposta a desviar-se 'um milímetro' da política financeira que tem vindo a orquestrar. E que não admite receber "lições de política orçamental de ninguém".
Ora, só a alusão às ‘lições’ dá para ver que há um hiato, ainda que perene, entre a professora Leite e a economista Manela. Que só está nas finanças com o XV Governo Constitucional para fazer a vida negra a nós, que lhe chamámos tudo o que é nome feio. HB
Chopping Centre
No âmbito da iniciativa "Dia sem Compras", os portugueses foram convidados a fazer de sábado, 29, um - pasme-se - dia sem compras.
No domingo, já a imprensa dizia, com o rigor estatístico que uma visita a meia-dúzia de lojas garante, que os portugueses "passaram ao lado da iniciativa". Admito, ainda assim, que seja verdade. Mas, o que levou os portugueses a fazê-lo?
A OFF & SINA avança, em 1ª mão, com as únicas explicações críveis que os portugueses darão, para tão consumista comportamento. Essas explicações serão dadas em carta aberta ao Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, responsável nacional pela iniciativa, de acordo com um dos seguintes modelos:
1º - Caríssimos: no presente ciclo de prosperidade económica, em que nos vemos com enorme poder de compra e níveis de confiança em alta, a v. iniciativa soa-nos absurda. Ousaríeis assim instigar o músico virtuoso a que abandonasse o seu instrumento? Ou o pavão orgulhoso a não fazer um leque da sua cauda? Como, seguramente, já repararam, vimos por esta declinar - com a arrogância que o excesso incute - o v. absurdo convite.
2º - Senhores do GAIA: é pena, mas não podemos aceitar o v. convite, derivado ao facto de já nos termos comprometido com o nosso governo, na pessoa da sua Ministra das Finanças, a reduzir ao máximo a nossa tendência consumista. Obrigado na mesma e, por favor, perdoem-nos a escassez de palavras - também ela decorre do compromisso supra-citado.
3º - GAIA: sabemos que, no presente ciclo de recessão económica, nos deveríamos abster de compras supérfluas - não só no sábado passado, mas todos os dias. Sobretudo após assim termos contratado com o nosso governo, tacitamente. No entanto, também temos um contrato vitalício com as instituições de crédito deste debilitado e/ou debitado país. E é por esse segundo contrato que nos regemos! Mesmo não sabendo quanto pagamos de juros. Mesmo sem noção do que já gastámos.
Acreditamos que, assim, contribuímos activamente para o desenvolvimento do nosso país: enquanto compramos mais, movemos a economia, fazemos com que os níveis de confiança pareçam subir - assim como os de endividamento. Os níveis de endividamento refletem-se, posteriormente, nos bons resultados da nossa banca, que, ainda que tenha mil milhões de euros de crédito mal-parado (só em habitação) como agora, soma e segue.
Acreditamos que o fortalecimento da banca será, precisamente, o caminho da salvação nacional, pois aproximar-nos-á da ideal Suiça - onde já trabalhámos e onde a vida era bem melhor.
Acreditamos, por último, ainda e sempre, em Deus - conforme se nota. GSC
No domingo, já a imprensa dizia, com o rigor estatístico que uma visita a meia-dúzia de lojas garante, que os portugueses "passaram ao lado da iniciativa". Admito, ainda assim, que seja verdade. Mas, o que levou os portugueses a fazê-lo?
A OFF & SINA avança, em 1ª mão, com as únicas explicações críveis que os portugueses darão, para tão consumista comportamento. Essas explicações serão dadas em carta aberta ao Grupo de Acção e Intervenção Ambiental, responsável nacional pela iniciativa, de acordo com um dos seguintes modelos:
1º - Caríssimos: no presente ciclo de prosperidade económica, em que nos vemos com enorme poder de compra e níveis de confiança em alta, a v. iniciativa soa-nos absurda. Ousaríeis assim instigar o músico virtuoso a que abandonasse o seu instrumento? Ou o pavão orgulhoso a não fazer um leque da sua cauda? Como, seguramente, já repararam, vimos por esta declinar - com a arrogância que o excesso incute - o v. absurdo convite.
2º - Senhores do GAIA: é pena, mas não podemos aceitar o v. convite, derivado ao facto de já nos termos comprometido com o nosso governo, na pessoa da sua Ministra das Finanças, a reduzir ao máximo a nossa tendência consumista. Obrigado na mesma e, por favor, perdoem-nos a escassez de palavras - também ela decorre do compromisso supra-citado.
3º - GAIA: sabemos que, no presente ciclo de recessão económica, nos deveríamos abster de compras supérfluas - não só no sábado passado, mas todos os dias. Sobretudo após assim termos contratado com o nosso governo, tacitamente. No entanto, também temos um contrato vitalício com as instituições de crédito deste debilitado e/ou debitado país. E é por esse segundo contrato que nos regemos! Mesmo não sabendo quanto pagamos de juros. Mesmo sem noção do que já gastámos.
Acreditamos que, assim, contribuímos activamente para o desenvolvimento do nosso país: enquanto compramos mais, movemos a economia, fazemos com que os níveis de confiança pareçam subir - assim como os de endividamento. Os níveis de endividamento refletem-se, posteriormente, nos bons resultados da nossa banca, que, ainda que tenha mil milhões de euros de crédito mal-parado (só em habitação) como agora, soma e segue.
Acreditamos que o fortalecimento da banca será, precisamente, o caminho da salvação nacional, pois aproximar-nos-á da ideal Suiça - onde já trabalhámos e onde a vida era bem melhor.
Acreditamos, por último, ainda e sempre, em Deus - conforme se nota. GSC
Precisa-se: Ajax Multi-Usos
Bem vejo: fomos criados numa geração que espera ver a vida.
(Terá sido, julgo eu, por causa de algumas bactérias – que nos depositaram nas traseiras do cérebro – com focinhos compridos e chapéus de penas; talvez os famosos moscãoteiros ou outros quejandos animais – capazes de fenomenais proezas como atravessar florestas repletas de fuinhas).
A verdade é que a minha geração é bem diferente; já não espera líderes nem bons príncipes transformados em chernes. Ao invés, sonhamos com imagens iluminadas que nos permitam inventar estórias de sucesso: um sonante emprego e algum dinheiro para pagar a prestação mensal do carro.
Não, já não esperamos revoluções ou evoluções – estas bactérias fazem bem mais do que isso.
Fazem com que desejemos as suas máscaras maquilhadas para as imagens: nomes e factos que substituam os nossos – sempre manifestamente insuficientes para quem observa da sua vida escura...
Parece que estas bactérias nos habituaram a esperar um mundo já cortado e alinhado, como nos seus “bons” programas de televisão – com dançarinas, publicidades, prémios fatais e um sorriso “lá para casa, para o seu filho”.
Se não tivermos isso, resta-nos esperar ansiosamente para ver os mais recentes cataclismos e doenças mortais (Ah!, pelo menos temos espectáculo, animação, verdadeiro sofrimento televisivo! Faz-me lembrar o Bambi, por vezes...)
Esta bactéria que mudou o mundo trouxe-nos uma felicidade de janela limpa e lapidada.
Não haverá alguém que a limpe?
NSL
(Terá sido, julgo eu, por causa de algumas bactérias – que nos depositaram nas traseiras do cérebro – com focinhos compridos e chapéus de penas; talvez os famosos moscãoteiros ou outros quejandos animais – capazes de fenomenais proezas como atravessar florestas repletas de fuinhas).
A verdade é que a minha geração é bem diferente; já não espera líderes nem bons príncipes transformados em chernes. Ao invés, sonhamos com imagens iluminadas que nos permitam inventar estórias de sucesso: um sonante emprego e algum dinheiro para pagar a prestação mensal do carro.
Não, já não esperamos revoluções ou evoluções – estas bactérias fazem bem mais do que isso.
Fazem com que desejemos as suas máscaras maquilhadas para as imagens: nomes e factos que substituam os nossos – sempre manifestamente insuficientes para quem observa da sua vida escura...
Parece que estas bactérias nos habituaram a esperar um mundo já cortado e alinhado, como nos seus “bons” programas de televisão – com dançarinas, publicidades, prémios fatais e um sorriso “lá para casa, para o seu filho”.
Se não tivermos isso, resta-nos esperar ansiosamente para ver os mais recentes cataclismos e doenças mortais (Ah!, pelo menos temos espectáculo, animação, verdadeiro sofrimento televisivo! Faz-me lembrar o Bambi, por vezes...)
Esta bactéria que mudou o mundo trouxe-nos uma felicidade de janela limpa e lapidada.
Não haverá alguém que a limpe?
NSL
UÉ, ainda não encontrei!
Ultimamente, a propósito daquilo a que muitos têm chamado "morte do PEC", mas que eu prefiro chamar "AVC do PEC" - uma vez que o mal surgiu nas cabeças que o impingiram - tenho reparado que vários comentadores e cronistas afirmam, com ar afectado, que a UE está perante um "momento de verdade". Eis um exemplo.
No passado ouvi, de quando em vez, essa expressão. De longe a longe, lá tinha a União de enfrentar um "momento de verdade". E nunca liguei. Hoje, contudo, entrei em pânico, pois ocorreu-me:
"Será que, afinal, o projecto europeu, na esmagadora maioria do seu meio-século aproximado de existência, não passou de uma mentira?" GSC
No passado ouvi, de quando em vez, essa expressão. De longe a longe, lá tinha a União de enfrentar um "momento de verdade". E nunca liguei. Hoje, contudo, entrei em pânico, pois ocorreu-me:
"Será que, afinal, o projecto europeu, na esmagadora maioria do seu meio-século aproximado de existência, não passou de uma mentira?" GSC
UÉ, cadê?
Todos temos acompanhado a polémica que envolve a inclusão, ou não, de uma referência explícita aos antecedentes cristãos da Europa, na sua nova e eventual Constituição. E todos teremos a nossa opinião - até porque o professor Marcelo já terá mencionado tão atribulado caso, nas suas esclarecedoras oratórias.
Agora, independentemente da opinião de cada um de nós e - atrevo-me a dizê-lo - da opinião do professor Marcelo, é necessário que reconheçamos a validade do argumento - implícito - que anima a posição do universo católico. É que a omissão do "passado cristão" no texto constitucional europeu pode provocar graves repercussões na relação entre a Igreja e os seus seguidores, na medida em que vem provar que, afinal, Deus não pode estar em todo o lado. GSC
Agora, independentemente da opinião de cada um de nós e - atrevo-me a dizê-lo - da opinião do professor Marcelo, é necessário que reconheçamos a validade do argumento - implícito - que anima a posição do universo católico. É que a omissão do "passado cristão" no texto constitucional europeu pode provocar graves repercussões na relação entre a Igreja e os seus seguidores, na medida em que vem provar que, afinal, Deus não pode estar em todo o lado. GSC
Caça-Polícias XXI
"Oficiais de Polícia temem Euro 2004"
"Polícia recupera gás pimenta e bastões eléctricos para travar aumento de agressões a agentes"
"Há agentes policiais espancados, apedrejados, esfaqueados e mesmo atropelados com cada vez maior frequência"
Assim abria o Público de domingo, 30 de Novembro.
Agora percebe-se porque é que, por um lado, os GNR's enviados para o Iraque fazem tanta falta e, por outro, porque é que partiram todos de sorriso nos lábios para o conflituoso "país". GSC
"Polícia recupera gás pimenta e bastões eléctricos para travar aumento de agressões a agentes"
"Há agentes policiais espancados, apedrejados, esfaqueados e mesmo atropelados com cada vez maior frequência"
Assim abria o Público de domingo, 30 de Novembro.
Agora percebe-se porque é que, por um lado, os GNR's enviados para o Iraque fazem tanta falta e, por outro, porque é que partiram todos de sorriso nos lábios para o conflituoso "país". GSC
Zaratusto
Alguma imprensa anunciou, ontem, que o grupo Inditex - Zara, Pull&Bear, etc.... - abriu, indevidamente, seis lojas no centro comercial Parque Nascente, em Rio Tinto. O gigante terá ultrapassado a sua quota disponível no mercado nacional, sem autorização do Ministério da Economia. No entanto, quando confrontado com esta situação, Rodrigo Rato - Ministro da Economia espanhol - admitiu ter autorizado a abertura das mesmas. Uma vez mais, a imprensa portuguesa peca por defeito de investigação - neste caso, por engano na atribuição de responsabilidades a um ministério. Afinal, não são os espanhóis quem manda nisto tudo? GSC
Taxi Driver, ou chauffer de praça?
Taxistas desfilaram contra o PEC.
Que bonito!
Amanhã, o que será? "Lisboetas passeiam-se em protesto! Reclamam o fim da bandeirada"?
GSC
Que bonito!
Amanhã, o que será? "Lisboetas passeiam-se em protesto! Reclamam o fim da bandeirada"?
GSC